quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu não espero que você sinta a minha falta

Eu não espero que você sinta a minha falta, eu não espero que você ainda me queria contigo, seria esperar demais de quem já me machucou muito. Mas eu confesso que eu estou aqui sozinha, lembrando de tudo. E ainda tenho esperanças de que pelo menos você se lembre de mim, de que você ainda sorria ao se lembrar de como tudo já foi um dia. Se lembra? Dos seus dramas, das minhas risadas, do jeito que eu gostava de te irritar pra você ficar bravinho, do meu ciume, de tudo aquilo que você já me contou, de todas as vezes que você me ajudou, das vezes que você me mordeu e de cada segundo que a gente viveu. Se lembra daquela amizade que transparecia quando estávamos juntos? Das coisas que ninguém, além de você, sabia. Da vez que você me viu chorar, me abraçou e disse: “ei, não fica assim.”, de quando eu sabia que você não estava bem por mais que você dissesse o contrário, das mensagens e das ligações de duas horas? Você ainda se lembra? Eu só espero que você se lembre, se lembre e sorria ao ler isso e, por favor, não deixe a lembrança morrer. Eu só preciso que você a leve contigo.

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